Nós brasileiros temos a fama e o estigma de que não importa o quanto as dificuldades nos cerquem e tornem nossa vida extremamente difícil e por muitas vezes até frustrante, nós somos o povo da alegria.
Continuamos à receber muito bem os extrangeiros, continuamos a viver nossa vida com a maior alegria do mundo como se os problemas não existissem. Á! E não desistimos nunca...
Mas será que aquele mendigo por quem você passa todos os dias na rua da sua faculdade caríssima, e ainda finge que ele não existe, está realmente feliz e contente com a própria situação?
Será que aquele cara, muitas vezes até com uma certa idade, e que já pode até ter sido um médico, um militar, um advogado ou até mesmo um ator está realmente feliz com o lugar aonde a "vida" o levou?
Acredite se quiser... NÃO!
Agora vem a hipocrizia de vocês leitores:
- A.. mas ele chegou a essa situação pelas próprias pernas... Ninguém obrigou ele a beber, usar drogas, ou a morar na rua...
"É que do apartamentinho de vocês na zona sul não dá pra ver isso não..."
A sociedade como um todo levou esse cidadão aonde ele se encontra atualmente.
- A... mas como?
COMO?
Vocês acham que quando esse homem teve um problema de stress ocasionado pelo excesso de trabalho que o levou a uma licença trabalhista e, logo depois, a uma aposentadoria antecipada. Alguém o apoiou de alguma forma?
Não... acreditem, não.
O governo o tratou como tantos outros trabalhadores que contribuiram por muitos anos através de impostos e de serviços à sociedade: mais um inútil que vai precisar de esmola todo mês.
E a sociedade? Como será que este cidadão honesto e trabalhador ficou inserido na nossa calorosa e compreensiva sociedade?
Não ficou. Pois quem não ganha dinheiro, quem não anda com carro do ano, quem não passa as férias no exterior não existe para a sociedade.
Logo após isso o sujeito passa a fazer uso de drogas ou do álcool, pois quando a situação está difícil e a cabeça não ajuda, não há mestrado em Harvard que faça a cabeça aguetar à pressão.
Ai vem a pior parte.
A família que sempre o "amou", pelo menos enquanto ele pagava as faturas dos cartões de crédito sem ao menos questionar os valores, agora pasa a desprezá-lo. E esse homem que um dia foi o provedor de sua família e uma pessoa querida por amigos e colegas de profissão passar a ser um "ningúem".
Tempos depois ele sai de casa pois sua presença ( ou a falta dela ) já nem faz mais diferença.
Passa a morar na rua e a cada vez mais sucumbir ao vício que adquiriu tempos atraz a possívelmente a outros que adiquiriu desde então.
E hoje ele olha pra você pensando que este(a) poderia ser seu(ua) filho(a), seu(ua) neto(a) ou até mesmo sua(eu) esposa (o)
E você, sim você, o que faz?
Finge que não o vê.
E ainda tem coragem de sentir nojo desse ser humano.
Por que você está a cima do bem e do mal. Não é mesmo?
Você pode tudo.
Você tem dinheiro.
Seu pai te dá tudo o que você pede.
"Ta se achando a pica das galáxias" né?
Pois o conselho que dou a você é:
CUIDADO. Um dia esse(a) pode ser você...
Ficou com medinho?
Então levanta a bunda rachada daí e vá mudar o mundo!
Vai fazer alguma coisa de bom para alguém!
COMO?
Se vira, você não é o phodão?
Mas cuidado... Esses aqui tentaram e você viu bem no que deu...
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| FONTE: contigo.abril.com.br |
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| FONTE: contigo.abril.com.br |
CAVERA!